sexta-feira, 24 de março de 2017

Expontaneidade...


Expontaneidade...
(Teresa Augusto Shanor)

Posso eu fazer a tua vontade
Mas então esta, não será a minha
Será somente a tua.

Onde ficará minha vontade?
No que achas certo ou no que me faz sentir a vida?
Ter olhos para tua vontade e esquecer a minha?
Não achais por acaso, ser uma triste sina?
Viver sem sentir, somente obedecer...
Como encontrar o sabor de saber?

Isto me lembra o entardecer
Noites sombrias e sem luz esmorecer
Afinal o que é certo ou errado
Se na calada da vida todos fazem tudo tapado...

Chega a ser engraçado
A dança da vida no virado
Ao avesso extrapolado
E eu na vontade boicotado...

Liberdade ao voo livre
Com a alma escancarada
Se te libertares de conceitos impostos
Ganharás expontaneidade

Penso ser esta a verdade
Que me faz viver a minha vontade
Que inclui respeitar a tua
Mesmo que te pareça insanidade.

10/12/2009



Sonho de Navegar...


Sonho de navegar...
(Teresa Augusto Shanor)

Nos mares da minha vida
Muito estive a navegar
Sonhando por muito tempo
Meu grande amor encontrar

Naveguei e naveguei
Até quase o barco afundar
Com tantas tempestades vazias
Que pareciam mansas marolar

Navegando fui guardando
Todo amor que tenho a ofertar
E já nem sei como até hoje
Consegui aguentar
O silêncio desta busca
Sem parar de navegar

E hoje aportada no nada
Sigo comigo a pensar
Que pena tanto amor por nada
Pois contigo não posso ficar

Só me resta o desejo
De um dia navegar 
Meu barco no mar da Esperança
Cheio de amor para dar

Quiçá os ventos me levem
Em tuas águas velejar
E o sol dourado aquecendo
Os teus lábios adocicar
Vivendo o sonho num beijo
Com gosto de junto ficar.

18/12/2010


O raiar do Sol


O raiar do Sol
(Teresa Augusto Shanor)

Hoje...
Por dez vezes eu me vi
Brilhando entre luzes e cores
Por dez vezes eu senti
O frescor e a maciez das flores

Por dez vezes refleti
Será que adormeci e sonhei
Por dez vezes renasci
com sorriso de esperança

Por dez vezes eu me vi
em frente ao amanhecer

Por dez vezes tentei fugir
de uma realidade gritante

Por dez vezes me banhei
nas ondas de um lago repousante

Por dez vezes me dei conta
que o raiar do Sol se desponta

Por dez vezes suspirei
duvidando do que via

Por dez vezes vi o raiar do Sol
Sendo tudo o que eu queria
Nasce então um novo dia
Carregado de magia

E eu meia tonta ainda
Vou me ajeitando do meu jeito
para enfrentar este novo e lindo dia.

18/12/2009

Face Oculta


Face Oculta
(Teresa Augusto Shanor)


Em momentos que fico só, diante do altar da vida, deposito as minhas armas de luta e me dispo da armadura de guerreira, me entrego feito criança, de peito aberto e, abrindo a minha alma, converso comigo mesma, sobre tudo o que tenho feito e vivido e percebo que apesar de minhas fraquezas, dos meus defeitos, tenho sido sincera na minha entrega, no meu sentir, no meu fazer as coisas, na maneira como acredito ser o melhor para mim e para todos os que amo ou estão de certa maneira ligados a mim.

As vezes, dou voltas por situações, mas é por cautela, para não fazer tudo apressado, acabando por fazer tudo "errado", embora no meu ponto de vista, não exista o certo ou errado, existe apenas o que pode ou não melhorar ou prejudicar a nossa vida e a vida dos que estão conosco ligados, mas procuro ser coerente com o que acredito ser a melhor atitude para comigo e para com todos.

Costumo agir de acordo com minhas convicções e não me importo se todos estão a discordar.

A vida sabe, quem sou exatamente.

E ela cobra de cada um de nós, exatamente o que mais receamos, pois é neste ponto de receio que mora a nossa grande fragilidade.

E esta minha face oculta, está onde limita-se a razão e a loucura que guardo no labirinto das minhas emoções.

Minha face oculta é frágil e forte; ligada e desligada; triste e alegre; covarde e corajosa; tem sede de viver e não tem medo de morrer, pois sabe ser a morte aparente; é interessada e friamente desinteressada; ama intensamente e não tem forças para odiar, pode quando muito, se afastar; se sente desacreditada de quase tudo, embora use a esperança para remar, num esforço tremendo para não abandonar a luta da vida que ainda precisa travar.

Sei que é preciso ser útil e a todos ajudar, mas existem momentos que fico a suspirar, pensando se paro ou se vou continuar. O fardo é pesado e a vida aí está a nos cobrar.

Me vem então a consciência de que é preciso caminhar, no ser humano acreditar, o cansaço e a desilusão abandonar.

E volto para a guerra, na lida diária a esperançar.

Acende-se a luz, visto novamente a minha armadura, empunho de novo minhas armas e lá vou eu, outra vez, tentar acertar.

E em meio a tudo isto, sorrio para mim mesma, tentando me alegrar.
Sorrir é minha característica mais forte, é como uma sina a carregar.
Sorrio para tudo e para todos e adoro gargalhar. E nem é preciso piadas, basta apenas eu me olhar. Devo ser uma palhaça, que fabrica sua própria alegria, mas com sentimento profundo e sincero, que mesmo caindo mil vezes, não tem jeito, sempre recomeça do zero.

24/11/2009


Mar de Amor


Mar de Amor
(Teresa Augusto Shanor)

Voando na imensidão de um céu tão colorido
Burilo a alma neste espaço tão sentido
Chuva de estrelas mergulhando num mar aberto
Tocando a alma deste ser que está tão perto
No contorno desta geografia
Vales encantados encharcados de poesias

Danço, canto, me lambuzo
Na lama da loucura em desalinho
Qual pássaro ensandecido
Quebro minhas asas no ar
Caio, no seio deste mar, entontecido
Desfaleço, morro, para de novo despertar

Ah este novo despertar
É mar, é céu é terra
É felicidade a girar
Amo este doce mar encantado
Onde somente o Amor pode navegar
Este é somente o meu jeito
O meu jeito de amar...

28/12/2009


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