quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mar da Vida


Mar da Vida
Teresa Augusto Shanor


Há certas coisas nesta vida, que nem mesmo uma pessoa, rica e poderosa, altamente instruída, é capaz de possuir se não tiver respeito ao direito alheio.

Existem pessoas que se acham perfeitas em sua maneira de agir, sem no entanto levar em consideração, o direito de liberdade de ação do próximo.

Legislar em causa própria, sob pretexto de agir em benefício de outrem, é camuflar um caráter corroído pela falta de escrúpulos e dignidade.

Avante todos, que se acham espertos, invencíveis, maquiavélicos e subestimam os que julgam ser inferiores a vós.

A bem da verdade,  condição sócio-econômica inferior à classe alta, não significa menor capacidade de raciocínio e de solucionar crises.

Conheci analfabetos que gerenciaram com maestria, crises provocadas por letrados graduados, profissionais medianos e trabalhadores arrojados da baixa renda, sem no entanto, abrir mão de grande sabedoria, justiça e bondade, apenas usando o recurso de colocar cada um no seu devido lugar e provar que a empáfia que domina a muitos, nem tudo pode.

Ter um curso superior, não significa que se tenha uma capacidade maior de solucionar questões ou tornar a vida em comum melhor.

Tudo gira em torno do caráter, da dignidade de pensamento e ação e do desprendimento e consciência de que tudo no Universo é infinitamente igual, com mesma capacidade e direitos.

A diferença está nas ferramentas de que se faz uso, dentro do gráu de evolução espiritual e moral de cada ser.

Enganam-se os que pensam que tudo podem, no balaio da traição moral que carregam em seu mais secreto esconderijo, aquele cantinho escuro e feio de seus egos, que muitos escondem do mundo e que a ninguém é permitido se aproximar.

A vida sabe.

A vida vê.

O universo respira sua criação e sente o que não vai bem em suas entranhas. 

Energias ocultas navegam por todo o cosmo, interpenetram nosso ser e varrem nossas entranhas, tomando conhecimento e registrando nossas ações.

Toda ação, mesmo que oculta, gera uma reação, tornando-a visível.

Ninguem, nada está isento da transformação de tudo o que existe no universo.

Somos um organismo inteiro, vivo, e todas as feridas que abrimos, sangram e tem que ser tratadas e cicatrizadas.

A natureza cobra exatamente a consequência do que fazemos.

Ninguém engana a vida.

O que se tira de outrem, repõe-se a duras penas.

Tragédias, cataclismas, desastres naturais, doenças incuráveis, sequelas físicas e mentais graves, perda total de bens materiais, vidas ceifadas ainda na infância e juventude, são acertos de conta da vida com quem deve.

E essa conta quem faz, não somos nós, é a vida, a mãe natureza que nos carrega em seu seio e nos dá toda a liberdade para construirmos a nossa realidade.

Se respeitamos, somos respeitados.

Se agredimos, somos agredidos.

Se roubamos, somos roubados.

Se trapaceamos, vamos para o final da fila.

Sempre haverá alguém ou situações inesperadas, que nos coloquem em nosso devido lugar, para aprendermos a ter respeito por tudo.

Respeito ao direito de ser, ter, usufruir e viver de todos igualmente.

Pode-se tirar sim, o que é dos outros, mas não sem ter que repor novamente, a duras penas, impostas pela própria vida.

É a Lei da Vida, que não escolhe o rico ou o pobre, o letrado ou o analfabeto, o bom ou o mau, mas apenas as suas atitudes perante seus semelhantes.

Cada um com a sorte que escolheu para si e não terá do que reclamar.

É fato!




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Natureza Divina





Amo o Mar e quando vi estas fotos, fiquei tão encantada que não resisti e resolvi postar, afinal, talento e coragem devem ser revelados ao mundo, neste belo e arriscado trabalho. 

E é o que está acontecendo no momento.
Clark Little, surfista-fotografo e autor das fotos, ganhou o Premio Internacional de Fotografia  e uma Exposição em Washignton - USA.

Coloco aqui algumas fotos para terem uma ideia do trabalho desse artista e deixo abaixo da postagem,  o Link para o album do Clark divulgado pelo Uol.

As fotos são simplesmente maravilhosas!


Fotos do surfista-fotografo Clark Little.



A parede interna da onda parece estar cristalizada sob o foco da máquina de Clark Little.
Que espetáculo!




Ondas em movimento vistas por baixo é o máximo!
Dá a impressão de que a onda está envolvida por cordões que mantém o equilíbrio do estouro, sem se desmanchar antes da hora.
Coisas do Divino Criador do Universo e a criatura conseguiu captar.
Divino!




Nesta foto, Clark Little conseguiu captar o momento exato que a onda começa a espumar e pelo angulo que foi tirada, da-nos a impressão de que o Mar está engolindo a terra.
Sensacional!




Tal qual uma cortina que se abre para o azul do céu, o verde e branco deste mar nos revela uma janela encantadora de uma paisagem nunca vista pelos olhos humanos e agora retratada pelas lentes do brilhante surfista-fotografo Clark Little.



São várias fotos e como não posso posta-las todas, deixo abaixo o link do álbum para vocês conhecerem o maravilhoso trabalho do Clark Little.






terça-feira, 28 de junho de 2011

São Pedro


Dia 29 de junho comemora-se o dia de São Pedro

Um dia muito especial para mim, pois há 33 anos, em plena lua cheia, nascia meu primeiro filho,  Hugo, que hoje me dá muitas alegrias. Abençoado seja meu filho, pelo dia em que nasceste. E como dizemos em casa...São Pedro é seu padrinho e protetor.



E... dia 29 de junho, eu também festejo Iemanjá com todo carinho.

Agradeço à Mãe das Águas do Planeta Terra, Iemanjá, por gestar meu filho nove meses, quando eu já o havia perdido, e como num novo sopro, concedeu uma segunda vida ao meu menino, que voltou  totalmente diferente do que era até então. 
Obrigada querida Mãe Iemanjá, pela nova vida e proteção ao meu filho que também é seu filho.


Hugo e Isadora -Ilhabela - São Sebastião/SP


E hoje, meu filho Hugo, passeia pelas prais, pelo mar, com sua companheira de vida Carolina e seus dois filhos, Isadora e Miguel. Mora em Santos-SP, onde nasceu, cresceu, casou e teve dois filhos.


Hugo, esposa e filhos - Ilhabela - São Sebastião/SP
em feriado prolongado de Corpus Christis 2011


Parabéns, meu filho, por mais um ano de travessia, onde espalhas muita alegria, para todos nós que o conhecemos e convivemos. Não é à toa que tem tantos amigos sempre se achegando e convidando-o para desfrutar momentos de lazer juntos. Equilíbrio, discernimento, companheirismo e solidariedade que cativa a todos que o conhecem. 

Que Deus o fortaleça hoje, no seu niver e sempre!



Agradeço também ao querido vovô Hugo que, sendo seu padrinho, o acompanha todos os dias de sua vida, protegendo-o de todo mau, serenando-o nos momentos de aflição e inspirando-o para os passos mais acertados da vida.


Beijos e Feliz Aniversário!!





sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eu e Mar


Amo o Mar.

Nasci no interior de São Paulo, mas minha paixão pelo mar vem desde pequena, quando mudei-me com minha família para uma cidade praiana, por causa da transferência do trabalho de minha mãe, da Secretaria da Fazenda em São Paulo, capital, para o Instituto de Pesca de Santos,  litoral sul de São Paulo. 

Na praia, cresci, estudei, fiz amigos, namorei muito nos belos jardins da praia de Santos.

Adorava ficar horas a fio encostada nas muretas da Ponta da Praia, um bairro de onde se vê os navios passarem pela Barra,  absorta, sentindo a brisa na pele, os cabelos esvoaçando e respirando toda aquela maresia. Olhava o horizonte e namorava o por do Sol, o brilho colorido nas águas e a marola suave como um tapete ondulante sobre a água. 

Eu literalmente namorava o Mar. 
Quando eu queria namorar o meu namorado, eu ficava nos jardins da praia ou na areia, mas quando eu queria namorar o Mar, eu ficava alí, sozinha, em frente ao canal da Barra, quietinha, sem falar com ninguém, só absorvendo toda a energia que o som do mar me passava e, sentia uma nostalgia profunda e saudade de algo que nunca descobri o que era. Simplesmente sentia... 
Meus olhos ficavam fixos na água, quase não pestanejava e me sentia parte do Mar. 
Era algo mágico.
Eu e o Mar.

No mar,  naveguei em barcos,  canoas, Ferry Boats onde fazia travessias a pé, de carro, de moto, com chuva, com sol.

Na praia, jogava volei com os amigos, mergulhava nas águas rasas, recolhia os mariscos que meus amigos pegavam no fundo do mar  e os preparava em fogueiras entre as pedras;  me empapuçava de Lambe-lambe um prato à base de marisco cozido com arroz e várias ervas.

Na praia, à noite, ia em grandes shows a céu aberto, patrocinados pela prefeitura local, na temporada de verão, onde todos se encontravam, e a  segurança era feita diretamente na areia, por cavalos militares, que ficavam passeando vigilantes rente às águas da praia para evitar assaltos, tumultos,  etc...

Na praia, casei, tive meus filhos, levava-os todo fim de semana para tomar banho de Sol na areia, tirava fotos que eram revelados em pequenos binóculos e hoje viraram digitais.

Na praia, fiz amigos maravilhosos que conservo até hoje, apesar da distância.
Na praia conheci muitas pessoas que me ensinaram a viver e entre elas, uma em especial que me fez entender o valor de todas as coisas, tanto materiais, como sentimentais. Com essa pessoa, aprendi a ser gente, amiga, mulher e a entender a diversidade de pensamentos e costumes tão peculiares às raças. Aprendi o valor de ser único no mundo, no Universo, aprendi a me valorizar, não no ponto de vista que as pessoas estão acostumadas, mas num ponto de vista que me é difícil aqui explicar. Algo muito refinado a nível de Alma.

Junto ao Mar, conheci pessoas de várias raças e costumes diferentes da nossa.

Junto ao Mar, conheci a doçura, o amargor, a alegria, a dor, a loucura, a lucidez, o frenesi inconsequente e o equilibrio da dignidade. Conheci também, pessoas altruístas, desapegadas, apegadas e cidadãos comuns e marginalizados pela realidade desse País.

Foram 34 anos de namoro e paixão pelo Mar. Depois voltei para o interior, num tour de vários anos e finalmente me instalei na cidade onde nasci. 

E por este amor ao Mar, tão eterno, é que escolhi o tema Mar para criar este Blog, onde posto um pouco de tudo, tendo sempre como tema, o Amor e o Mar.


Teresa Augusto Shanor



terça-feira, 17 de maio de 2011

Canção Excêntrica


Canção Excêntrica
Cecília Meireles


Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso, 
projeto-me num abraço
e gero uma despedida.

Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço, 
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida. 
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
--saudosa do que não faço
--do que faço arrependida.


Cecília Meireles

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